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"A Busca de Si Mesmo"

por    Zantina

                    
                                        

          Estamos ocupados o tempo todo tentando ser aquilo que outras pessoas - nossa familia, nossos chefes, nossos amigos - nos dizem que será o melhor para nós.

          Também nos ocupamos em fazer tudo aquilo que, acreditamos, irá agradar as pessoas que amamos.

          E nos empenhamos muito em ser aquilo que nós mesmo idealizamos.

          A Primeira parte é fácil perceber, exemplo comum são muitos adolescentes que entram em choque com os adultos tentando romper com tudo que foi aprendido, para buscar a si mesmo.
          Nesse período, alguns não aguentam a torcida para serem bem-sucedidos, no íntimo sabem que não são capazes de fazer o que se espera deles. Não conseguem se ajustar às normas e moldes pré-concebidos.
          Na overdose de suas dúvidas, fragmentam-se e desistem.

          Muitos de nós passamos disso, conseguimos nos moldar às crenças e atitudes consideradas "normais". 
          Vamos aos poucos escondendo nossas incapacidades.
          Passamos a maior parte do tempo policiando nossos atos, esforçando-nos para ocultar dos outros aquilo que realmente somos.
          Não sabemos como somos, mas suspeitamos que seja algo terrível e, por isso, nos esforçamos para que os outros não nos conheçam.

          Nesse ponto seria engraçado se não fôsse patético, pois ocupados em esconder nossas falhas, não conseguimos prestar atenção aos outros, não conhecemos nem sequer quem vive ao nosso lado.
          Quem é seu pai? Quem seu irmão? Seu marido? Filho?

          É preciso coragem para olhar para nós mesmos, só começamos a nos conhecer quando deixamos que os outros nos vejam e quando confidenciamos nossas fraquezas, nossos medos mais secretos e ridículos.
          É assim que nos integramos porque, para nossa surpresa, os outros nos confessam aliviados que são tão "anormais" quanto nós.
          Cessa a pressão de ter de ser o que não somos. Descobrimos que estivemos tentando agradar alguém que não existia, pois também tentava parecer o que não era.

          E assim nos preparamos para a próxima etapa da busca de nós mesmos: precisamos agora deixar de tentar ser aquilo que desejamos ser.
          Somos muito mais exigentes conosco mesmo do que qualquer outra pessoa poderia ser.
          É difícil perceber essa nossa ilusão, porque acreditamos que seremos felizes sendo aquilo que almejamos.

          A busca de nós mesmos nos revela que não é preciso se esforçar em ser coisa alguma.
          Porque jamais seremos melhor do que somos, apenas acumulamos experiências diversas e todas essas experiências devem ser valorizadas na mesma medida.

          Então, deixemos de nos preocupar com o que os outros pensam ser o certo. E de agir na intenção de agradar a quem quer que seja. Vamos também abandonar o que desejamos ser, mesmo que por poucos instantes!
          E experenciar o encontro de si mesmo nesse momento de harmonia com todos os seres e tempos.

          Paz Profunda!

 

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