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A força espiritual da mulher está na sua essência, a energia feminina
Yin que dá a base para que Yang, o princípio masculino, possa se
manifestar.
Essa força está na Mãe Terra que sustenta as tão diversas
formas de vida. Está na Lua que, sem fazer alarde, influencia todas as
águas do planeta. Está na Noite escura que repousa e reequilibra o ser.
Não é uma força que chama a atenção para si, por isso é
difícil de ser percebida, mas justamente por isso, sua atuação é muito
poderosa.
Também não é uma força agressiva, nem comanda alguma ação.
Essa força espiritual vem gentilmente e, por isso, nada lhe oferece
resistência.
Feliz da mulher que procura usar da sua espiritualidade
natural!
Felizes também, todos os que a cercam, pois são os maiores
beneficiados dela.
Infelizmente, grande parte das mulheres se mantém afastada da
sua essência, pois acredita na força do combate e da ação. É assim que
vê no mundo lá fora, e dentro de casa pela televisão, por isso acredita
que é assim que deve ser.
Sempre que há uma dificuldade, a mulher pergunta: “O que posso
FAZER?” Mas nada do que ela faz dá resultado e então acredita não ter
poder algum.
O que falta compreender é que a dificuldade surgida é um
desequilíbrio resultante de alguma ação errônea. Não é outra ação que
pode modificá-la e, sim, a energia espiritual oposta, a não-ação, parar
os movimentos, fechar os olhos, aquietar-se e deixar fluir a força
neutralizadora. É essa força espiritual feminina atuando como a noite,
recolhendo todos os excessos, reequilibrando a situação, as
circunstâncias e as pessoas envolvidas, proporcionando as condições
necessárias para um novo recomeço.
A mulher que mantém a serenidade em seu lar, promove a
estrutura necessária para que todos os que ali vivem possam desenvolver
seus próprios talentos e aptidões evoluindo material e espiritualmente.
Pois a espiritualidade deve ser praticada todos os dias,
fazendo fluir essa energia, influenciando gentilmente durante a execução
das tarefas rotineiras, transmitindo paz e harmonia através dos
elementos que forem manipulados – alimentos, objetos, aromas, melodias...
Lembrando que todas as formas são elos de ligação entre as pessoas.
A mulher deve se espelhar no que é próprio da mulher, na
Terra, na Lua, na Noite, na Água, na Grande Mãe cultuada por todos os
povos. E quando perceber que todas essas forças são sagradas, começará a
se tornar parte delas, cumprindo o papel que lhe cabe na criação.
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