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Numa associação primeva, do susto em
deletar, e digitar algo como o que pode ser
verdadeiro e não dito, e o que pode ser falso e real. Acreditamos que em
primeiríssima mão, nosso inconsciente brinca de teatro de fantoches e de
comédia, burlando nossa consciência como burlaria uma
Derci Gonçalvez
ao denunciar a frustração de uma sexologia exaltada. Desvelado pelo
contraste entre uma época vitoriana e o despudor de um cabaré, na Lapa
do Rio de Janeiro.
Trabalho hoje cheio de amor ao verdadeiro real simbólico e
imaginário que seja o nome do pai dito ao avesso; e contrário ao desejo
de uma sociedade que precisava, ainda de mentira deslavada, para não
comprometer uma moral pudica, de debaixo de panos sujos
de mofo e de suor de cortesãs, e burguesas sedentas de uma
realidade oculta da alma dessa gente.
Que passa de saltos altos e de cavalos
domesticados como os desejos domesticados são os dos homens e o das
mulheres, quando um Freud e outros tem que dizer a verdade por eles que
não pode ser dita. Ou encalacrados dentro de monastérios Hindus,
budistas e católicos, onde grassa a hipótese de que buscar é pecar, em
nome da lei do mais alto e mais forte porque até ele
tem, em si, as duras realidades do masculino e feminino dentro
dele.
Cujo trabalho é desvendar os segredos e mistérios do homem e das
mulheres; principalmente dado que jamais se viu coisa semelhante em
todas as esferas do psiquismo e da natureza que comportasse tanto
dualismo e tanta contradição, quanto amor e desejo morte
atração, e vida em
vaginas e tesões de barões e brasões assinalados.
Cruéis, derrotados, e subjugados ao desejo de ser mulher,
enquanto se deseja ser homem ao mesmo tempo.
Dualismo, contrariedades, duplo sentido,dupla
face,contradições, sobre posições, como num Kama
Sutra, suave de posições elevadíssimas e
ousadíssimas de trabalhos de
supervalorização da sexualidade e da ostensiva individualidade desumana.
Observadas, é claro, as leis e os mandamentos divinos e das igrejas, que
nos observam atentamente se não estaremos descumprindo com as
observâncias dos dízimos e dos dias sétimos de cada
mês.E o Incesto virtual e real de pais contra filhos, e de homens
contra mulheres e de reis contra rainhas e de sonhadores contra
sonhados.Nós nos advertimos que em primeiro lugar ocuparemos as cadeiras
do sucesso da comédia, e do trivial; elevado a chistes ou aos sonhos
para defendermos nossa posição de super-
ego, recalcado e burlado, em sua primazia de ser um autêntico e
verdadeiro sentido, e significado do nosso inconsciente
instintual, de que devemos pregar uma peça
naqueles que nos pregam peças e dar uma de coxo inválido de sabedoria
para que atinjamos com nossas linguas
vituperinas e
serpentensiosas, essas almas e o sangue daqueles que nos
maltratam e contradizem e nos submetem a sua magnífica
ostensividade e castração primordial.
Trabalharei com os ferros de fogo, em brasas,
cangas de ilusões as quais nem os anjos escapam. Forjarei
nos caldeirões dos infernos, das almas de muitas pessoas,
palavras , palavrões, trocadilhos,
enrrolações, confusões, maltrapilhas
palavras de dualidades múltiplas e complicadas para que entendam que
somei um mais vinte e tirei das fornalhas do inferno as palavras e a
lama de fogo com que construirei mais e mais, bobagens e besteiras para
te destruir e maltratar; desde que assim, eu despeje fora de mim, toda
a carga de maldades que você coloca dentro de mim, todos os dias
alegando ser filho de Deus semelhantes a ele e iguais a mim, sem me dar
a cara para eu te dar um tapa no seu rosto porque desejo que você vire
o outro lado do seu rosto para que eu te atinja de novo, brincando com
você.
Mas era só uma piada.
Por isso faço uso de agora em diante de todo um trabalho de que
sonho e de que faço risos.
Ridi
palhaço, ri de que?
Dos conteúdos manifestos dos teus sonhos?
De quem são seus pensamentos oníricos latentes?
São seus ou da sua inconsciência?
Ou você condensou e compactou tudo isso substituindo seus desejos
mais profundos e originais, daqueles que você diz
e não fala?
São modificações, são deslocamentos, são sobreposições?
Onde está seu Nonsense? Se você não
é, e nem foi jamais o bobo da corte?
É duplo sentido ou você se veste de travestido, de homem e de
mulher, ou de alfaiate, de príncipe das lorotas, ou cozinheiro, ou
cocheiro ou amante da rainha em nome do significado do nome do pai que
não deixa de sair da sua boca como um pênis armado?
Faço meus e seus múltiplos usos dos mesmos materiais dos sonhos e
dos chistes e das fantasias e das comédias dantescas e viajo de
Cervantes ao mundo da lua fazendo trocadilhos com as letras e os
alfabetos, e os analfabetos dos homens e das
mulheres , trocando seus nomes, trocando suas situações parentes,
parelhas de bois e animais, instintos e disposições sexuais, convertendo
e replicando tantas angustias de desejos falsificados. Para reprovar, a
título mesmo de reprovação, tanta ciência e sabedoria.
Que desejo ser multiplicada em modificações mutantes similares.
Aos desejos súditos dos homens desejados e
desejantes, que não pertencem a mais nenhum desejo ou asserção;
inseridos numa condição de conquistar seus desejos mais livres de uma
sociedade que nos frustra e submete aos seus caprichos e desejos, do
fabuloso significado daquele nome do pai, embutido em nossos enlatados
dos frigoríficos aviários trazendo dentro deles a gripe que nos dizimará,
da falta primeva do que é real, do que
é verdadeiramente simbólico, imaginados como
imaginamos que seríamos ricos famosos e poderosos, amados e conquistados
pelos troféus da multiplicidade de títulos de homens das cavernas,
garanhões de muitas mulheres, sem com isso deixarmos de sermos deuses de
nossos desejos mais íntimos e profundos. Livres
arbitráriamentes.
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