O bem e o mal.
Eu começo esse trabalho pensando o seguinte: Deus existe nas
diferenças.
E é nosso trabalho, encontrá-lo o tempo todo, nas diferenças.
É nossa responsabilidade, encontrá-lo
nas diferenças e na multiplicidade.
Se ele quisesse que tudo fosse igual, como disse um artista de
teatro, ele colocaria todas as árvores umas atrás das outras. E nos
faria todos iguais, ou brancos, negros, só homens ou mulheres. E
excluiria a todos da multiplicidade e da criatividade.
Entenda que, quando falo de Deus, falo de
Self, que vive e existe entre a consciência e o inconsciente.
Quando falo de claro, falo de escuro, falo de dualidade. Quando falo
de Deus, falo de quem criou o bem e o mal. Porque ele existe entre o
bem e o mal. Mas só que isso, é uma pequena
parte, de todos nós.Porque ele também é ora o bem e ora o mal, e nunca
saberemos quando ele é o bem e quando ele é o mal.Porque o que
interessa para ele é que O encontremos entre o bem e o mal. Nossa
dificuldade está, porque não temos experiência de unicidade e
totalidade da nossa alma, dentro da nossa consciência. Por isso nunca
sabemos o que é realmente o bem e o mal, que existe dentro de nós. Mas
isso é uma pequena parte de nós. O problema é que, por causa da
ausência de unicidade e totalidade da nossa consciência, do que é
o Self, do que é a alma.Ora
valorizamos em demasia o bem, e nos tornamos unilaterais e cegos para
encontrar Deus, digo o Self dentro de nós.
E começamos a achar que ele não existe dentro de mais ninguém, só
dentro de mim mesmo. Ora privilegiamos o mal e nos tornamos
irresponsáveis para com a humanidade e para com o projeto de Deus, que
é a estabilidade coletiva da humanidade. Porque nos tornamos
unilaterais e desumanos. E ecologicamente errados.
Pensando, digo o Self, ora é
matéria e ora é não matéria, por isso ele pode ser e é invisível. Como
Deus vive nas diferenças ele vive no casamento também. Isto é, ele
vive também, nas diferenças individuais, para que também lá o
encontremos. A fábula da árvore do bem e
do mal, é uma alegoria, porque somos nós quem criamos o mal dentro e
fora de nós, Assim como o bem. Mas como somos unilaterais, nos
iludimos acreditando que somos totalmente bons ou totalmente maus.
Quando somos somente bons estamos unilaterais e esquecendo a sombra
que paira sobre nossas cabeças. Quando somos totalmente maus, então
somos somente irresponsáveis uns para com os outros e o pior é que
somos nesse caso, desumanos. Fugindo e nos iludindo, pensando que não
temos responsabilidades com os outros e com
esse projeto de Deus e do Self, que
é a estabilidade coletiva da humanidade.Portanto criamos o mal e o bem,
apanágio da humanidade, onde habitava um Deus que se julgou necessário
para que uma humanidade o encontre em todos os lugares.E isso tudo é
uma ilusão.Porque quando experimentamos mesmo a unicidade e a
totalidade da nossa alma, reconhecemos a presença de Deus , do
Self , puro dentro de nós, com todas as
nossas humanidades semelhantes a um Deus e ao
Self, que vive e existe dentro de nós. Finalmente não saberemos
se somos totalmente bons ou maus, mas teremos a consciência da
individualidade dentro de nós, adquirida pela unicidade e totalidade
da nossa alma. Onde não encontraremos mais o bem e o mal, porque
seremos como um Deus, além do bem e do mal, transcendendo o próprio
bem e o mal. Que não existem.
O que existe é essa dualidade entre Deus e a alma. Resolvida
essa dualidade entre Deus, o
Self e a alma dentro de nós, encontraremos a
transcendência, a individuação e a realização desse projeto humano de
Deus, e do Self, que é a estabilidade
coletiva da humanidade.
Bem, isso é uma proposta,.
aceita-se, contra propostas.