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Não existem doenças, existem exigências.
A clinica e o simbolismo do Si Mesmo na perversão; e a absorção da
palavra Não.
Formamos a nossa individualidade pelo uso contínuo, indiscriminado,
descontínuo, aleatório, equivocado e evocado da palavra Não.
Vivemos a nossa vida toda, lutando para preencher os vazios, os rombos,
os estragos, e os buracos. Na nossa estrutura psíquica, e na nossa alma,
pelo uso cruel, indiferenciado, e radical da palavra Não.
O Não é a lei.
O sim é a antítese da lei.
A psicologia sintética diz que, a síntese da lei, está na sua dialética,
pois que ela é a dialética dos opostos complementares.
Porque nos opostos complementares, é que existe a falta.
Nos opostos complementares, e sua dialética; é que se vê e lida com a
falha. .
Porque é lá, onde já não existe a lei; e nem a aprovação da lei.
Mas é lá, na dialética dos opostos complementares, que surge um quarto
elemento transcendente da lei, consubstanciado num múltiplo que inclui a
realidade atemporal do quadrado dinâmico; formado pelo Eu, pelo Si Mesmo,
pelo Sujeito da oração, e pelo O Outro.
Mesmo que só existisse a lei e a palavra Não; formaríamos o quarteto.
Numa relação existente, exclusivamente porque existe uma pessoa humana
em questão, entre O sujeito, o eu, o Objeto da lei que é o outro. Porque
só existe o outro como objeto da lei. Porque a lei é o outro. E o que
existe no outro é a própria lei.
E o Si Mesmo, que é a perfeição, a reestruturação, e a reviravolta da
lei.
Como não existe a lei, sem as exigências da lei.
Assim como; não existe o outro, porque o outro que existe é a própria
lei.
Concluímos por isso que não existem as doenças, existem as exigências.
Por isso não existem as doenças, existem as exigências da lei.
Isto é: existem as exigências do Outro.
Existe a síntese complementar do Outro; na hiãnsia,
nos rombos, nos roubos, e na ansiedade de se preencher com a palavra Não;
Os buracos negros que a palavra Não causa.
Isto é: a falta.
A falta da lei.
Portanto existem as exigências para se preencher com outras palavras;
tais como: coisas, lufts, a falta, e os
desejos reprimidos e recalcados, que completariam o ser humano integral.
Mas não, o Não é isso que existe.
E a fantasia ocupa tudo, todos os lugares; preenche todas as lacunas,
todas as hiãnsias,aonde deveria estar um ser
humano.
No seu quadrado perfeito, de integração entre os quatro símbolos
dinâmicos da totalidade: O eu, o sujeito, o Si Mesmo e o outro.
Em lugar das doenças. Existem as exigências;
Isto é: existem as fantasias.
Elas as fantasias ( o feminino)é que
preenchem tudo.
Elas as fantasias ( o feminino) é que
preenchem, tudo com trabalho.
Malgrado: e não é o diabo quem nos incomoda; mas o que nos incomoda; é o
trabalho que ele nos dá.
Existem avaliações que nos dizem que até a idade de dez anos podemos
ouvir a palavra Não; trezentas mil vezes.
Imaginem até o fim da vida.
A perversão é essa ansiedade de fugir e a dificuldade que se tem de
preencher as lacunas de nossas vidas, pelo uso da palavra Não.
Conforme o veredicto, existem, com a palavra
Não; as transferências nas nossas relações para alienações objetais.
Onde as fantasias são; as donas dos teatros, e as principais das cenas,
sendo elas as autoras de tudo.
Vivemos e morremos na fantasia.
Onde tudo e todos se submetem as exigências; e por causa disso adoecemos.
E encontramos uma sociedade adoecente,
sempre.
Por isso é que vivemos e morremos na fantasia.
Mesmo porque nossas significações vacilam, logo ao girarmos a chave da
porta de nossas casas e dos nossos consultórios.
Sendo assim as nossas palavras se embrulham e perdem o seu sentido, por
causa dos preconceitos infantis.
Porque os nossos pensamentos e preconceitos infantis sustentam; o lado
negativo, de nossas questões e associações.
Logo no pensamento negativo, estão as nossas exigências.
Origem das nossas alucinações e devaneios.
O neurótico obsessivo por isso hesita em suas inclinações; e nós os
normais também.
Quem não tem sua neurose obsessiva? E outras coisas mais, no seu dia a
dia?
E é no pensamento negativo que se recorre a todas as comparações, e
preconceitos infantis para se fazer com que o indivíduo vacile em seus
valores afetivos, humanizados.
Logo se cai no trabalho e no trabalho da fantasia.
Que é onde o mundo vive e cai.
Onde Abel caiu, e o homem encontrou a sua própria falha.
E todo esse trabalho que ela nos dá, são as exigências das fantasias que
temos, criando para nós, com as nossas mãos, o próprio sujeito do diabo,
que se diverte a valer de nossas fantasias, que criamos.
E nos divertimos a valer com nossa criação, e o diabo também.
As fantasias ligam o objeto ao sujeito, a fantasia é quem liga o
objetivo ao subjetivo.
Portanto na transferência de objeto ao sujeito, do objetivo e do real ao
subjetivo;
O enfermo envolve; a pessoa humana envolve, seu
parceiro , seu semelhante, nessa luta, de significantes e
significados, ideativos e alucinógenos. Pensamos mais de mil pensamentos
por dia e por hora; numa rede de intrigas e concepções incompreensíveis,
cheias de imaginações fantasísticas,alucinatórias,
teatrais, muitas vezes diabólicas mas maquiavélicas.
Afetando a estrutura do pai, que fica dominado, e todas essas instâncias
psíquicas,
fantasisticas, se jogam contra ele. Portanto nesse instante e
nessas instâncias entre o luto e o prazer não existe mais a figura do
pai. Mas passa a existir, alguém, alguma coisa, um hiato, uma
necessidade de compreensão e de preenchimento da vacância, pelas
fantasias e suas necessidades de exigências.
Por isso outra vez mais somamos ao polimórfo
perverso, nossa necessidade perversa de mudarmos nossa situação com
relação ao objeto exterior a nós.
Nunca queremos mudar e alterar o nosso objeto interior. Mesmo pela falta
que ele nos faz.
Não; digo eu ao falo.
Porque não sou infantil, 360 horas por dia e por ano.
Mas porque descubro dentro de mim, campos repletos de entidades,
psíquicas autônomas; porém que Não são automáticas e nem repetitivas.
Mas que desafiam nossa ingenuidade.
Portanto precisamos de um pouco mais de luz em nossas vidas.
A partir do momento que sinto que o pai está dominado.
Por não estar seguro do lugar que ocupa.
Na vida, na sociedade, nas religiões, na história, no direito, na
ecologia, na natureza, nas relações entre as
pessoas, e com relação aos animais.
Precisamos de mais símbolos, de mais conflitos porque precisamos de mais
vida.
Não de materiais.
Precisamos de humor como prazer e gozo.
Nossas instâncias psíquicas oscilam entre, nossas fantasias a priori,
depois quanto as nossas experiências, depois quanto á nossa
persona , a nossa profissão, quanto as nossas
relações em sociedade, e finalmente quanto a nosso Si Mesmo.
Somos o quarteto fantástico.
E ainda, neste palavrear, não entramos na
plenitude do gozo e do prazer. Porque nem
penetramos na alma.
Nos domínios do Si Mesmo; Isto é: do Self. E
não sabemos e nem experimentamos o que é o gozo e o prazer.
Temos apenas sensações, sentimentos, avaliações, alguma coisa semelhante
às fantasias, porque elas são e representam
oscilações de nosso caráter.
Por isso ficamos felizes; mais felizes e menos felizes. Mas nunca
sabemos realmente vivenciar o gozo eterno.
Aquele que nos remete ao paraíso, á saúde, e á felicidade.
E já que não temos gozo e nem prazer, e sim ilusões e fantasias. Cujas
exigências acabam conosco e com o globo terrestre;
Digamos NÂO.
As fantasias e ilusões.
Mas digamos sim ao gozo ao prazer, á saúde, e á paz.
Ninguém poderá ser sim, sem ser Si Mesmo.
Quando eu vejo na relação analítica, a sombra, o
self, o pai, o Si Mesmo. Fico esperando encontrar você, e
caminhar com você dentro de si mesmo.
E vejo que lá dentro tem de tudo um pouco; um pouco de você, da vida, do
mundo.
Mesmo que com raias, e às vezes com domínio da realidade, da perversão,
da sombra, de tudo um pouco que existe; e que é cada um de você.
Eu pergunto:
Quem é você?
Ninguém sabe; só você mesmo.
Quem são os outros? dentro de você. Ninguém
sabe; só você, merece saber, quem é você mesmo.
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