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"O Evangelho de Mateus" parte IV

por    Josephat M. Mwanzia

                    

 

O que faz Nascer o evangelho de Mateus

          O evangelho de Mateus pertence à segunda geração do movimento de Jesus. Um período que antecede os anos 30-70d.C ( Entre a morte de Jesus e a destruição de Jerusalém) , chamado comumente,por período Apostólico ou época da primeira Crista (os discípulos e as discípulas de Jesus). Nos anos 80 d.C já tinham morrido quase todos os discípulos de Jesus. Quando eles estavam vivos, a tradição estava garantida mas agora que desapareciam tornava-se urgente pôr por escrito a dita tradição. Esta será, em geral a tarefa da segunda e terceira gerações de discípulos, do período chamado comumente subpostólico um evangelho a partir de fonte Q e de Marcos.

          O evangelho de Mateus não é o primeiro a ser escrito, mas foi colocado no começo do novo testamento (Nova Aliança), pois era o mais apropriado para anunciar a passagem das promessas contidas no antigo testamento. Parece certo que pelo menos no século II o evangelho de Mateus já ocupava o primeiro lugar entre os Quatro. Dois fatos possibilitam esta teoria. Primeiro que o evangelho de Mateus foi escrito pelos Cristãos hebreus da palestina, que construíram as comunidades cristas mais primitivas. O segundo fato que contribuiu para dar primeiro lugar ao evangelho de Mateus segue o primeiro. Constituí uma forte conexão com o antigo Testamento e uma introdução apropriada ao novo testamento. E evidencia interna disto é forte e repousa em certos fatos, como as referências a Jerusalém como a "cidade santa" , a menção do sinédrio e dos concílios da sinagoga o notável respeito á lei mosaica, a linguagem rabínica, o uso das profecias do antigo testamento.é notável também que muitos dos grandes discursos que conhecemos como sermão da montanha apresentam uma minuciosa explanação da relação que existe entre ética, do novo evangelho e da lei

 

 

A VISITA DOS MAGOS

          Quando se fala dos magos, eles são mais personalidades políticas que astrólogos representando um reino de oriente do qual trazem presentes e sinais de amizade cooperação ao novo rei. Podemos facilmente ver visita deles como uma declaração de Mateus sobre a medíocre administração de Herodes e animosidade que seu governo trouxe a palestina e à região. Na verdade Herodes governou com a mão de ferro e por ocasião da sua morte houve muitas revoltas. Judéia e Galiléia eram obrigados a pagar pesados impostos que aumentava cada vez mais. Alguém tinha de pagar todos os projetos arquitetônicos e toda a munificência que Herodes mostrava para com Roma e César: esse alguém era povo da palestina. Vemos em os magos outro reino político que se distancia de Herodes e eles perguntam sobre o "rei dos Judeus" um titulo que não pertence à Herodes mas a Jesus.

          Esses homens fazem parte de uma instituição política do império Romano conhecida como embaixada, ou visita política oficial a um governante ou autoridade. Judéia e Galiléia estavam bem cientes dessa instituição e tentavam empregá-la com freqüência ao defenderem suas causas e necessidades perante autoridades; muitas vezes o próprio César o fazia. A visita dos magos é um memento político significativo; na opinião deles queriam conseguir a proteção do novo Rei e esse talvez fosse a oportunidade de aproximar seu reino oriental do poder da influencia de Herodes. Essa visita enfatiza o mau governo de Herodes, estas provocadoras colocadas no inicio do evangelho de Mateus preparem o terreno paro conflito e crise.


Leia: Evangelho de Mateus - parte I
- parte II - parte III - parte V - parte VI

Josephat Mweu Mwanzia - Queniano - Missionário da Consolata e estudante de Teologia no Instituto Teológico de Estudos Superiores (ITESP) São Paulo.

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