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"Vivendo e Morrendo"

por    Zantina

                    

                                                       
        

          Viver e morrer é a base da evolução. O princípio e o fim de todas as nossas experiências. Alfa e Ômega que chamamos de Deus.
          Desde onde começam nossas lembranças nascem amizades, estudos, brincadeiras, empregos, vícios, e tudo se acaba em algum outro momento, porque morre em nós a disposição ou a necessidade que os mantinha.
          Não seremos sempre "Office-boy", buscamos uma promoção ou outra atividade que nos dê mais prazer. Deixamos a atividade anterior para outra pessoa que estiver iniciando. E por mais que se goste ou queira essa nova atividade, um dia também deve terminar, seja por uma aposentadoria ou incapacidade.
          "Não há bem que sempre dure nem mal que nunca se acabe" – terminam indistintamente períodos felizes e trágicos.
          A finalidade é a renovação, o início de novos objetivos que geram outros níveis de compreensão, nova forma de viver.

          Morte é mudança! É terminar alguma coisa para iniciar outro período de aprendizado.
          O problema é que muitos de nós não gostamos de mudar, temos preguiça de começar algo novo e não acreditamos que podemos gostar do que ainda não conhecemos.
          É por isso que vemos tantas pessoas vivendo vidas medíocres, trabalhando sem prazer, convivendo com pessoas que não se quer, desejando manter o que já se acabou. Isso é o que uns chamam de Limbo, outros de Inferno, quando paralisamos nossa evolução e tudo que tocamos torna-se infeliz como nós. Não precisamos morrer fisicamente para vivenciar esse estado, para sermos mortos-vivos, verdadeiros zumbis inconscientes da beleza da realidade.

          E quando morre o corpo, a maioria de nós continua teimando em não aceitar mudanças, querendo continuar suas atividades mecânicas, hábitos de conduta, crenças de necessidade. Acreditando que a vida é só isso.
          Na Bíblia diz que "a casa do Pai tem muitas moradas". Quanto é muito? Para uns pode 200 parecer muito, para outros 20.000. Quantas moradas pode parecer muito para o Pai? Muitos universos, muitas dimensões, cada uma com muitas moradas. Mas preferimos virar "encosto" da vida dos outros, falta de coragem para viver nossa própria vida em nova realidade.
          Além de não querer mudar, tentamos impedir a partida dos outros, manter os filhos conosco, os amores que já acabaram, e não queremos abandonar os mortos, prendendo a todos com nossas lágrimas e lamentações.
          É tempo de aprender a viver e desfrutar as fases novas de nossa vida no plano onde a estivermos vivenciando. Chega de olhar com preconceito para qualquer forma de MORTE!
          Terminaremos todas as experiências que iniciamos, então procuremos olhar o projeto todo e, assim, estar sempre dispostos a projetar outros novos.
          Iniciar e terminar. Viver e morrer. Rir e amar em todos os momentos.

 

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