Rua do Catete, 344 sala 202
Largo do Machado
Rio de Janeiro - RJ
Tel: 21 2205-6073

     

Home - Magia Divina - Baralho Cigano - Artigos - Anjo da Guarda - Lojinha - e-mail

 

"Sexo Pleno"

por    Alexandre Perlingeiro

                    
                     

          A plenitude do relacionamento sexual ocorre em uma relação estável. A plenitude de um relacionamento sexual ocorre em uma relação estável.
          Tendemos a excluir o sexo de nossa dimensão humana total, inteira. Podemos estar infelizes, mas buscamos nos satisfazer sexualmente com parceiros temporários, uma masturbação a dois. Não que haja problema na masturbação, pelo contrário. O problema reside exatamente em tornar esse momento algo mecânico para satisfazer nossos instintos (necessidades) e evitando entrar em contato com emoções bem mais sublimes.
          O sexo que deveria ser algo extremamente, profundamente íntimo, torna-se motivo de distanciamento e separação. Transamos para não aprofundar a relação, ou seja, para não conhecer verdadeiramente o outro - e a si próprio.

          A plenitude do relacionamento sexual ocorre em uma relação estável.
          Muitos casais decidem por se separar quando percebem que o sexo se tornou algo morno, burocrático. Exigimos do nosso casamento que seja eternamente um vulcão em erupção. Não basta o orgasmo, queremos um hiperorgasmo. Acabam por interromper o processo de aprofundamento da relação que ora se iniciava e saem à procura de outro vulcão. Paixão. Estamos famintos de paixão. Queremos intensidade contínua e eterna!
          No entanto, é possível ser contínua e eternamente intenso? Que chatice!

          A plenitude do relacionamento sexual ocorre em uma relação estável.
          A maioria de nós, que jamais conseguiu estabelecer um vínculo duradouro, é incapaz de conhecer as dimensões bem mais abrangentes, inteiras, integradoras, completas e plenificantes de uma relação estável.
          Não fazemos idéia de como é prazeroso uma troca de olhares entre duas pessoas que convivem há 30, 40, 50 anos. Não temos condição de sentir o prazer de um toque - novo sendo o mesmo há tantos e tantos anos. Como é o gozo aos 80 com a mesma pessoa sempre?
          É o amor que nos torna reis e rainhas. Sem o amor somos mendigos esmolando por migalhas de gozo.
          É o amor que permite que o sexo se aprofunde e se engrandeça sem cair na mesmice, no automatismo e na burocracia conjugal.
         É o amor que inclui a dimensão temporal no relacionamento e é exatamente o tempo, por nos colocar diante de nossa finitude, que nos torna grandiosos. Ao envelhecermos juntos, ao construirmos uma história em comum, ao descobrirmos o verdadeiro significado do que seja amar (e isso não ocorre em dias, semanas nem meses), adquirimos consciência da transcendência. Aquilo que nos extrapola nos plenifica. Aprendemos, com o tempo, a gozar continuamente. O que antes era uma fração de tempo ganha a eternidade. O que antes era finito, torna-se infinito.

          A plenitude do relacionamento sexual ocorre em uma relação estável. A plenitude do relacionamento sexual ocorre com o amor.
          Bonito, romântico, mas quem já passou por isso sabe muito bem quão árduo e penoso é o caminho. É paradoxal, mas o prazer se engrandece no contato com o sofrimento. Não é para buscar sofrer, mas para deixar crescer, expandir, até encontrar o oposto. O prazer se refina com o tempo. A experiência nos torna mais seletivos. Ou seja, paciência e perseverança são exigidos a todo instante.
          A maioria opta por desistir. é mais fácil. E também nos contentamos com pouco. Se posso ter pouco sem esforço, para que o esforço para se ter muito? O hiperorgasmo nos basta. O Viagra dá conta de nossas necessidades. A plenitude é para (poucos) persistentes e determinados.

          A plenitude do relacionamento sexual ocorre em uma relação estável.

 

 

Alexandre Perlingeiro - Vice-presidente da Associação Brasileira de Dakshina Tantra Yoga.
Formado pela Associação Brasileira de Professores de Yoga, com especialização em Dakshina Tantra com Paulo Murilo Rosas.
Formação em Recuperação Motora e Terapia pela Dança-Escola Angel Viana. Massoterapeuta e Shiatsuterapeuta. Arteterapeuta e Arte-Educador (Tear-RJ). Terapeuta Reikiano nível I e II.

Outro artigo do mesmo Autor"
* Elevadores e o Poder da Meditação
* Separações - parte II
* Experimentar
* Separações - parte I

* Final Feliz
* O Tempo é a Tardança daquilo que se Espera
* Coragem de Sentir Medo

 

Fale com Alexandre:
alexandre.perlingeiro@tantrayoga.pro.br

Quer receber por e-mail os textos semanais?
Cadastre-se:

Home - Magia Divina - Baralho Cigano - Artigos - Anjo da Guarda - Lojinha - e-mail